segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Geladeira organizada: bom para o bolso e para o organismo




Lembrando que geladeira muito cheia e prateleiras cobertas por panos ou toalhas, dificultarão circulação do ar frio.

Nas prateleiras superiores devemos armazenar os alimentos preparados e prontos para consumo, nas prateleiras do meio os produtos pré preparados e nas prateleiras inferiores, os alimentos crus. Os alimentos não perecíveis devem ser armazenados em prateleiras ou armários limpos, arejados e afastados dos produtos de limpeza e outros com odor forte. Outras orientações quanto à conservação do produto devem  ser fornecidas pelo fabricante e devem ser seguidas pelo consumidor.  Importante, atentar para validade dos alimentos não perecíveis (enlatados, farinhas, grãos etc.). Armazene na seguinte ordem: alimentos com a validade mais curta na frente dos que têm validade mais longa.



Descongelamento deve ser realizado em micro ondas, sob refrigeração e nunca fora da geladeira, pois isto pode contribuir para o crescimento bacteriano, aumentando a quantidade de exsudato (suco da carne), bem como sua rancificação ou perda de nutrientes.  Descongelamento deve ser gradativo, ou seja, o descongelamento deve ser feito o mais lentamente possível, de maneira natural e sempre no interior do refrigerador, a uma temperatura entre 2 e 10ºC. Durante todo o processo de descongelamento, a carne deve ser mantida na mesma embalagem em que foi congelada.Este é um processo que requer paciência, pois a carne deverá permanecer em geladeira descongelando por no mínimo 12 horas, ou de um dia para o outro.
Os alimentos preparados que não serão imediatamente consumidos devem ser conservados na geladeira em vasilhas tampadas, por, no máximo, cinco dias. Não deixe os alimentos cozidos à temperatura ambiente por mais de duas horas.. Uma vez descongelado, um alimento não pode ser congelado novamente. Geladeira bem organizada é sinônimo de economia na conta de luz, maior circulação de ar(sem sobrecarregamentos) e menos tempo e porta abertas.
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domingo, 12 de novembro de 2017

Alimentos que renascem de si mesmos


Muitos alimentos que consumimos e jogamos fora, podem ser replantados, e para sempre. 

Gengibre
Escolha uma raiz fresca e já com algum rebento. Embeba raiz em água morna durante uma noite. Enterre até 3 raízes logo abaixo da terra num vaso largo, com boa profundidade e escoamento, deixe os rebentos virados para cima.
Importante certificar mesma distância  entre raízes. Flor de Gengibre -  coloque o vaso num local à sombra,preferência com temperatura entre 24 a 30 graus.Planta do gengibre não deve estar exposta diretamente ao sol e prefere boas regas.Também poderá usar a planta de forma ornamental.

Alho
Basta mergulhar dentes de alho em um copo com um pouco de água (sem cobri-los) e trocá-la sempre que ela ficar turva, logo irá se deparar com os brotos de alho. 

Cebola
Cebola branca pode crescer a partir de partes vegetativas da planta original. Cebolas brancas formam bulbo subterrâneo composto a partir do bulbo "mãe". Esse bulbo é composto de seis a 12 bulbos de cebola individuais.
Prepare o solo onde pretende plantar as cebolas, adicionando matéria orgânica na proporção de uma parte para duas partes de solo. Trabalhe a mistura com uma pá a uma profundidade de 15 a 20 cm. A cebola precisa de um solo rico e argiloso que tenha uma boa drenagem.Colha os bulbos das cebolas que pretende plantar. Cave, e cuidadosamente encontre o bulbo "mãe" da cebola separando os bulbos menores ligados a ele. Corte os pequenos bulbos dos brotos de cebolinha e separe-os.Plante os bulbos com 2,5 a 5 cm de profundidade e espaçados com 7 a 12 cm de distância. Cave um buraco para cada peça de cebola, coloque-as com a parte pontuda para cima e cubra com terra. Bata delicadamente na superfície do solo para eliminar bolhas de ar e garantir um bom contato entre a peça e o solo.Seguindo as instruções, aplique um fertilizante com fórmula na proporção 1-2-2, como o 5-10-10, a cada quatro ou seis semanas até a primeira geada. Na primavera, aplique mais uma dose quando as temperaturas começarem a subir. As cebolas necessitam de muito suprimento e requerem suplementos adicionais de fósforo e potássio, mas o excesso desses pode produzir bulbos moles ou queimar as plantas.Aplique de 7 a 15 cm de húmus sobre as cebolas plantadas em climas mais frios quando as temperaturas caírem para zero para proteger as cebolas em crescimento. Remova a cobertura de húmus uma vez que a temperatura subir na primavera.

Cebolinha
Separe toda a parte branca e mais um pedacinho da parte verde. Coloque dentro de um copo com água, cobrindo cerca de 2,5 cm (a parte branca). Deixe num local ensolarado e dentro de poucos dias, terá cebolinhas novas para usar.

Hortelã

Separe mais ou menos três pares de hastes, corte-as com uns 10 a 15 cm, retire as folhas da parte de baixo, deixando apenas algumas folhas na parte superior. Coloque num copo de vidro com água até a metade e deixe num lugar ensolarado, trocando a água de dois em dois dias. Depois, quando as raízes estiverem com o tamanho de 2 cm  é hora de replantar num vaso médio, grande ou numa floreira, pois ele precisa de espaço e de sol.

Alface Romana
Pegue o miolo do alface, aquele que usualmente "jogamos fora"e coloque em uma vasilha com água, troque essa água sempre que necessário. Não terá um pé do tamanho habitual, ok? Porém, sempre terá sua verdura fresquinha. 

Living Green Magazine
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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Bastidores do Açafrão




Açafrão - É quase tão caro quanto o ouro e tão lucrativo quanto mercadoria de contrabando. 

"The Beauty Saffron" muitos sabem que os atuais "donos" do Açafrão da Índia, são indústrias farmacêuticas, que lucram com patentes de medicamentos, feitos a partir de plantas que indígenas dizem usar para fins medicinais há séculos.

No caso do Açafrão, em março de 1995, dois pesquisadores indianos da Universidade do Mississipi receberam uma patente por utilizar o açafrão-da-terra em loções para machucados. O Conselho Indiano para Pesquisa Científica e Industrial, a maior organização científica do país, processou o Escritório de Patentes dos EUA, com a alegação de que o açafrão-da-terra já era há séculos utilizado na Índia no tratamento de feridas ou coceiras. Como prova, usou um texto antigo em sânscrito. Como resultado, o órgão americano teve que cancelar todas as patentes concedidas que tivessem essa planta como componente.

Até aí nenhum "mistério", tendo em vista que o Açafrão já serve de mercadoria muitos séculos antes de existir capitalismo. O que "incomoda" é que este registro possui o "poder" de transformar em mercadoria, o conhecimento secular, coletivamente gerado e preservado tradicionalmente por essas comunidades. Ou seja, monopolizam através da ciência(*mesmo sendo cientista, não posso ser subserviente ao fato), cultura desses povos. E quem fica com os lucros?  Segundo o Protocolo de Nagoya, um tratado legal vinculativo que visa garantir a divisão dos lucros gerados pelos recursos naturais, como as plantas medicinais. Populações que tradicionalmente cultivam receberão seus benefícios.

Em 1916, na sua obra fundamental sobre o imperialismo, Lénine identificava os  indícios  desse  processo:  “o  trust  do  tabaco,  desde  o  próprio momento   da   sua   fundação,   consagrou   inteiramente   os seus   esforços   a substituir em todo o lado, e em grande escala, o trabalho manual pelo trabalho mecânico.  Com  esse  objetivo  adquiriu  todas  a  as  patentes  que  tivessem qualquer   relação   com   a   elaboração   do   tabaco,   investindo   nisso   somas enormes. [...] a concorrência transforma-se em  monopólio. Daí resulta um gigantesco processo de socialização da produção. Socializa-se também, em particular, o processo dos inventos e aperfeiçoamentos técnicos.A  detenção  de  patentes  é  um  dos  instrumentos  da  concentração  monopolista do capital.

Maior produtor é o Iran com 60 toneladas anuais. Açafrão é o pó do estame seco da flor - crocus sativus. Tem tonalidade alaranjado bem escuro e um aroma forte. Colheita do açafrão é uma aventura digna de Amazing Race, pois o crocus sativus murcha rápido.  Primeira etapa é realizada pela manhã, quando flor se abre, são colhidos dentro de cada flor, os três estigmas mais compridos de cor laranja vermelho são o açafrão, os pistilos amarelos mais curtos suportam o pólen, que supostamente reproduziria a planta, porém esta foi domesticada há tanto tempo que já não se consegue reproduzir sem a ajuda humana. Para aproveitar o sabor do açafrão, após a sua extração,  flores os fios são colocados ao sol, pelo processo artesanal, ou num forno, para secar a cerca de 20 por cento da sua umidade original. Há dois mil anos atrás, Plínio o Velho, escreveu em História Natural que o verdadeiro açafrão era original da Sicília, um reino situado no sudeste da atual Turquia. O açafrão continua a ser adulterado ou falsificado, mais vulgarmente por fibras de coco tingidas de açafrão, por tudo menos por pétalas de açafrão vendidas sem misturas. O açafrão mais confiável é o de cor vermelho púrpura, por ser o mais difícil de adulterar.

DIFERENÇAS

Cúrcuma - é uma planta herbácea da família do gengibre (Zingiberaceae), originária da Ásia (Índia e Indonésia), de cor amarelo forte, gosto um pouco amargo, também conhecido como açafrão da Índia. Ele é vendido em pó e serve para vários pratos.Não confundir cúrcuma com açafrão - Primeiro é produzido do estames da flor e o outro da raiz.

Colorau -condimento preparado principalmente à base de sementes de urucum dessecada e triturada, originando um pó fino, usualmente temos misturadas ao pó fino de outras sementes também dessecadas e trituradas, como por exemplo, o milho. Quando maduro abrem ouriços cheio de sementes de cor vermelho forte.Antigamente o colorau era usado para substituir o tomate que era muito caro. 

Páprica em pó - é feita de pimentão vermelho, com sabor doce suave que vai até o picante. Frutos para a produção de páprica são usados desidratados.Sabor do condimento poderá sofrer alterações, devido quantidade de sementes e nervuras do fruto que é feito o pó e misturado. 

Alguns registros, constam que antigamente os espanhóis, depois da viagem de Cristóvão Colombo, começaram a plantar na Espanha plantas do gênero Capsicum, que já eram nativas da América. Eles secavam e moíam os pimentões vermelhos para fazer a páprica que eles chamavam de Pimentón.


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Plantando ideias, frutas da estação


O consumo de produtos orgânicos da estação, ajudam na manutenção do comércio local e preservam recursos naturais das regiões. Confira a época certa das frutas mais consumidas do Brasil.
  
Sudeste
Melancia: verão e outono; Uva: verão, outono e inverno; Laranja: o ano todo; Banana: o ano todo; Manga: primavera e verão; Limão: verão e outono; Maracujá: verão e outono Abacate: verão e outono; Figo: verão Tangerina: outono e inverno; Caqui: outono Goiaba: verão Pêssego: primavera e verão

Norte
Manga: primavera e verão; Goiaba: verão Banana: o ano inteiro Abacaxi: primavera e verão Abacate: verão e outono Coco: verão e outono Melancia: verão e outono

Nordeste
Manga: primavera e verão; Maracujá: verão e outono; Uva: verão, outono e inverno Melão: primavera e verão; Goiaba: verão; Abacate: verão e outono; Mamão: primavera, outono e inverno Banana: o ano todo Coco: verão e outono  

Centro-oeste
Abacaxi: primavera e verão; Manga: primavera e verão; Banana: o ano todo Abacate: verão e outono Goiaba: verão

Sul
Banana: cresce o ano inteiro; Uva: cresce no verão, outono e inverno Maracujá: verão e outono Goiaba: verão; Pera: verão; Figo: verão; Pêssego: primavera e verão; Abacate: verão e outono Maçã: outono e inverno; Cáqui: outono; Bergamota: outono e inverno

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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

A flor do desejo e do maracujá


Para fugirmos um pouco dessa idiossincrasia alimentar que é a dieta americana.Nosso texto traz uma ode ao fruto que teve sua referência no Brasil em 1587 no Tratado Descritivo do Brasil como “erva que dá fruto”, sim, falarei sobre o Maracujá. 

MARACUJÁ é uma denominação indígena, de origem Tupi, que significa “alimento em forma de cuia”.Porém, foi NIC. MONARDIS quem, em 1569, descreveu a primeira espécie do gênero Passiflora, a saber P. incarnata L., mas sob o nome de Granadilla. Essa planta, considerada extraordinária pela conformação de suas rubras flores, foi mandada de presente ao Papa Paulo V (1605-1621), que mandou cultivá-la com grande carinho em Roma e divulgar que ela representava uma revelação divina.Devido a beleza e a característica física de suas flores, a planta foi relacionada com a “Paixão de Cristo”. Desse detalhe surgiu o nome do seu gênero botânico, sendo passio o equivalente a paixão e flos oris o equivalente a flor. 

O maracujá-amarelo ou azedo é o mais conhecido. Esta é a espécie mais cultivada e comercializada no Brasil, tanto para a indústria quanto para consumo “in natura”.
 A produção possui, basicamente, dois destinos: a indústria, principalmente a extração de polpa e fabricação de suco, e o consumo ” in natura Cerca de 50% da produção nacional destina-se ao consumo ” in natura “, onde é valorizado a qualidade estética dos frutos. A produção que se destina à industrialização tem uma menor exigência com a qualidade estética dos frutos. O Brix, o rendimento de suco e as perdas de linha ( frutos verdes e/ou deteriorados) são as principais características avaliadas. E o Brasil é o maior exportador de suco de maracujá do mundo. A substância péctica que é uma composição química de polissacarídeos. São combinações frágeis de ácido poligalacturônico com a arabinose ou galactose constituindo macromoléculas. Substâncias pécticas, sobretudo as protopectinas, encontram-se em diversos órgãos vegetais em todo o Reino Vegetal, porém, em particular nos frutos e na região inter-fibras sem associar-se a parede celular.

Pesquisadores da Unicamp comprovaram mais alguns benefícios entre eles sobre a casca: “Parte dela se aproveita para a produção de uma farinha que é recomendada para pessoas que têm nível elevado de glicose para reduzir, pelo menos, de 15% a 20% este teor”, garante Glaucia Pastori, pesquisadora da UNICAMP.O uso medicinal do maracujá, talvez uma das plantas medicinais mais conhecidas do Brasil, baseia-se nas propriedades calmantes (depressora do SNC) da Passiflorina (ou Maracujina), um sedativo natural encontrado nos frutos e folhas. A Farmacopéia Brasileira, em suas três edições, inclui entre as monografias a espécie Passiflora alata Ait., indicando as folhas como parte usada. Várias são as especialidades do comércio farmacêutico brasileiro que apresentam o extrato de Passiflora como um dos componentes. Além disso, o uso de infusos (chás) é amplamente difundido.Único alerta dos pesquisadores, apesar de não ter contra indicações, que  os exageros devem ser evitados. O poder sedativo do maracujá é real e pode baixar a pressão.

Geleias

Possuem basicamente em sua composição: suco ou polpa de frutas, onde encontram-se essências responsáveis pelo aroma e sabor do produto, e as substâncias pécticas, que conferem estrutura/ aparência física ao produto; ácidos orgânicos, geralmente cítrico ou acético(muitas vezes presente no próprio fruto), que colaboram na estrutura do produto, temos água, e açúcar(sacarose) que adoça o produto e atua também na estrutura física.Se uma geleia for preparada sem adição de pectina comercial, devemos selecionar uma fruta que tenha alto teor dessa substância como:  Banana Verde, Figo Verde, Melão Maduro,Damascos, e Morangos.

Essa receita de geleia foi resultado de uma aula de Botânica econômica, época de faculdade, aproveitem!

GELEIA DE MARACUJÁ

Utensílios

Panela de pressão, panela média normal, colher de pau, colheres comuns(sopa), peneira, 3 vidros de 180g com tampa(opcional o fechamento hermético) e papel toalha.

Ingrediente Industrial

1 kg de açúcar mascavo ou orgânico ou comum

Ingrediente Botânico

1/2 de Maracujás

Opcional adicionar um pouco de gengibre ralado

Ingrediente Ambiental

1/3 xícara de água

Preparo

-Lavar e seccionar os frutos de maracujásSeparar o endocarpo(temos óleos essenciais, água , pigmentos e ácido cítrico) para fazer suco batendo com um pouco de água no liquidificador rapidamente e peneirando para retirar sementes(deixar de lado para uso posterior);Colocar o restante casca e mesocarpo( são obtidas substâncias pécticas,sendo a principal a protopectina ou pectose que é insolúvel em água) em panela de pressão, imerso em água, por 15 minutos depois que a panela começar a chiar;Separar o mesocarpo da casca com colher(cerca de 1 colher de sopa da parte branca e bata com 1/3 de xícara de água)  bater no liquidificador até, obter uma massa fina; *Observação científica: Ao misturarmos o endocarpo com o suco, temos a quebra da protopectina resultando em pectina(solução coloidal) que depois no fogo e com o açúcar teremos o processo de geleificação.Colocar na panela média (com um pouco de água se estiver muito pastoso) aquecer fogo médio – cerca de 20 minutos, retirando espuma com a colher e colocando gradualmente o açúcar até obtenção da consistência da geleia.

Livro Botânica Econômica – Orlana A Fávero  e Sandra Pavan


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